Antes do trânsito. Antes dos escritórios. Antes de a cidade acordar. Há barcos a atravessar o Tejo. Há equipas a preparar partidas, a verificar sistemas, a coordenar horários e a garantir que milhares de pessoas conseguem chegar ao seu destino. É uma operação que faz parte do quotidiano de Lisboa e da Margem Sul há meio século. Tão presente que muitas vezes passa despercebida.
A Transtejo Soflusa celebra este ano 50 anos de atividade. Cinquenta anos a ligar margens, a aproximar territórios e a transportar gerações de passageiros entre as duas margens do Tejo. Hoje, a empresa assegura cinco ligações fluviais através de nove terminais e transporta cerca de 21 milhões de passageiros por ano, assumindo-se como uma peça fundamental da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.
Mas o que é preciso acontecer para que uma travessia exista? Essa é uma das perguntas que dão origem a “A Voz do Tejo”, a nova série documental que acompanha os 50 anos da empresa e que, ao longo de dez episódios, vai mostrar aquilo que normalmente permanece fora do olhar dos passageiros.
Ao longo das próximas semanas, os espectadores e leitores poderão conhecer as histórias de quem conduz os navios, de quem garante a manutenção da frota, de quem planeia a operação e de quem atravessa diariamente o rio para trabalhar, estudar ou regressar a casa.
Uma viagem pelos bastidores de uma operação que nunca para. Uma operação que evoluiu profundamente ao longo dos últimos anos e que atravessa atualmente uma das maiores transformações da sua história. A entrada da nova frota 100% elétrica está a mudar a forma como se navega no Tejo, tornando as viagens mais silenciosas, confortáveis e sustentáveis.
Ao mesmo tempo, a empresa continua a olhar para o futuro, estudando novas ligações fluviais e procurando reforçar o papel do rio como alternativa de mobilidade numa região cada vez mais desafiante do ponto de vista dos transportes.
Mas esta é também uma história feita de pessoas. Dos mestres que conhecem o rio como poucos aos marinheiros que garantem cada manobra, dos técnicos que trabalham na Doca 13 aos profissionais que coordenam diariamente uma operação que realiza mais de 126 mil viagens por ano. São essas vozes que dão vida à série.
O primeiro episódio, que agora estreia, funciona como porta de entrada para este universo. Um retrato da dimensão da Transtejo Soflusa, da sua importância para a região e do papel que continua a desempenhar na vida de milhares de pessoas.
Porque, para muitos passageiros, a travessia faz parte da rotina. Mas por trás de cada viagem existe uma história que merece ser contada.